O INVENTÁRIO DO MUNDO

===========================================================================================================================================================Fãs da obra de Bispo do Rosário. Bem vindos para ver coisas que considero legais; uma extensão de mim; meus pensamentos e gostos, simplesmente eu: T.MARIA ; tome como verdade o que lhe convém. =========================================================================================================================================================== Uma voz é ouvida pelo homem negro, pobre, estigmatizado, preso numa cela de manicômio. Ele é Arthur Bispo do Rosário. A voz transforma a sua realidade, dá-lhe o tamanho gigante que tem, ordena que ele mude seus dias até seu encontro com Deus. E Arthur transmuta a miséria em riqueza e cor, em fé e sonho. Este Blog retrata a vida, o processo de loucura e a criação artística de Bispo do Rosário, sergipano que viveu por cinco décadas internado em hospitais psiquiátricos, diagnosticado como esquizofrênico. Seu talento artístico e sua obra surpreendente foram descobertos no início dos anos 80 e ganharam repercussão internacional. O que se tem aqui é a história de um homem que se situa entre o mito e a realidade. Com o Manto da Apresentação Bispo do Rosário queria ser enterrado, para estar vestido com a história de sua vida ao chegar à presença de Deus, no grande dia, no dia em que esse corpo atravessaria a matéria e poderia enfim transcendê-la. Transcender a brutalidade que mora na matéria, na condição de vida-morte imposta à sua matéria. O fato de haver tantas fragilidades em sua memória torna ainda mais importante conhecer da história de Bispo. Seja em museus, cordéis, sites, filmes, livros, músicas e o que mais houver, assim preservar sua memória.

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domingo

IV Prêmio Arthur Bispo do Rosário








GANHADORES


ESCULTURAS/INSTALAÇÕES


1º- Lugar Nome: A Dama da procissão
Autor: Shirley Sanches

2º- Lugar Nome: O Bispo
Autores: Wagner de Souza Prado, Rosângela Aparecida da Silva, 
Roseli Maria dos Santos, Carlos Alberto Faustino e Jaime Rocha

3º- Lugar Nome: Sofá de garrafas pet
Autor: Claudio Bueno Condemar

Menção Honrosa 

Delirio real
Claudio Bispo dos Santos 

Familia Multiétnica 
Maria Aparecida Tresoldi

Janta com Severino
Gustavo Rodrigues Talarico


O Cisne
Sandro Mauricio de Oliveira

Parte minha 
Claudio de Oliveira
   

Movimento Infinito 
Fábio Schaeffter Santucci

Pandora eletroeletrônica clic e abra 
Luis Roberval Sales


FOTOGRAFIAS

1º- Lugar - Nome: Três pinguins
Autor: Sonia Regina Teixeira

2º- Lugar - Nome: Teatro sinistro
Autor: Edson Muniz dos Santos Filho

3º- Lugar - Nome: Meditando 
Autor: Marcos Hideki Assao



Menção Honrosa 

Universo 
Flavio Abramo Roskozs 

A esposa do Bispo 
Wagner de Souza Prado
Descanso
Antonio Matilde Barbosa

Três cantos
Elcio Bueno Murad

 Patinho 
Sebastiana da Silva Macedo
   
A Aranha 
José Francisco Russe

Caminho da Luz 
Elaine de Oliveira Pereira




PINTURAS/ARTES PLÁSTICAS

1º- Lugar - Nome: Mergulho da Alma 
Autor: José Carlos da Silva 

2º- Lugar - Nome: Compaixão HQ 
Autor: Dorivam Moraes Andrade

3º- Lugar - Nome: Solidão
Autor: Maria Inez Braga


Menção Honrosa 

Caminho Incerto - 1º Capítulo
Cássio Henrique Alves 

Mulher Guerreira
Paulo Henrique Oliveira Lima

Sem Titulo
Edivaldo G. de Oliveira

Cacos em forma de arte
Gilberto Ferreira de Oliveira

Às vezes um charuto não é apenas um charuto
Luis Roberval Sales
   
As Quatro Estações
Andréa Harumi Oyagawa

Serenidade 
Wilson Soares da Rocha



POESIAS/TEXTOS

1º- Lugar

Eu...
Indiscutivelmente eu
Inalterado...
Tal qual resultei...
Invariavelmente eu...
Uma somatória inexata,
Das soluções praticas,
Da mente doentia...
Puro barro fundido,
A imagem verdadeira, 
Do maior langor,
A deriva de mim mesmo.
Imperfeito....
Improdutivamente eu
Na minha mente tudo patina,
Nada se desenvolve,
Tudo morre...
O cair retumbante.
Imperceptivamente eu
Eu..., eu..., eu... 
O centro do universo do meu perceber. 
Circulantes na esfera
O imponderável.
O irreprimível.
Desconjurado. 
Traga a mim...
Eu, pois bem... 
Assim se fez, como bem o quis.
Eu, nas inquietações: onde as perturbações causam caos no inverídico.
Indo além....
Indo ai....
Morrendo.
Horrendo.
Irresponsavelmente eu.
Nos confins, perdendo-se, embreando-se, fazendo parte.
Eu... eu... eu...
Nas andanças, em todos os cansaços, nas desavenças, no submundo, no precipitar.
Eu, no continente perdido, no hemisfério direito, na transversal.
Sim... eu... somente eu...
Tão somente eu. 
Imbuído de um espírito a profanar, de uma inquietude geral, de uma alma vã,
De uma cobiça desmedida: no centro.
Eu; tal qual fui designado: o predestinado.
Eu na algibeira do desconhecido, no desconhecido,
Desconhecido para mim.
No limiar do que é impossível, impraticável, na periferia de mim mesmo.
Eu... nadando contra a correnteza.
Indefectivelmente eu.
Nas correntes que me prendem ao destino desfraldado,
Como um mar coeso, diante de meus olhos.
No vórtice de todo o universo,
No momento culminante, no instante preciso, no formato ideal:
Porém morto...
Moribundo...
Vacilante...
Ressequido por dentro, vazio, todo vácuo e inércia,
Inerte: no fim do mundo, miniatura de mim, dentro de mim até o infinito finito.
O tédio acalentado, todas as coisas feitas, os problemas solucionados, 
As equações resolvidas, os mistérios desvendados: o fim; eu, 
Deus...
Não, apenas o fole, eu... 
Sabes o que queres!? 
Na imensidão do mundo,
Na confluência das possibilidades,
Que ramifica em desejos desconhecidos.
Sabes o que queres!?
Se o mundo é tão grande e expansivo,
Se as probabilidades são infinitas,
E se o seu ser não está bem estabelecido,
Se não assenta em vocações reais!
Sabes o que queres!?
Se a imaginação corre solta, e não tem freios.
Se as miragens assomam na sua frente.
Se elas lhe dão a ilusão do fantástico,
Do impossível.
Podes ao menos saber!?
No vendaval de pensamentos ondulantes,
Nas idéias que são ideais desfeitos ao vento,
Nas intransigências do ser.
Sabes por acaso!?
Atingir o ponto exato onde mora o seu eu. 
Aparecido Cesar Joaquim Malard

2º- Lugar

Palavras ao Vento
As flores nunca se estressam.
As pétalas ao vento caem no chão
O vento bate suave.
Já esteve bem dentro do meu coração
Chuva que molha meu peito.
Lágrimas sentidas de algum animal
Portas que batem.
Abrem e se fecham.
Com o sopro do mar 
Aves que voam tranquilas.
O ar que respiram é o mesmo que as alçam.
Ou não?
Vida dinâmica.
Não dorme,
nem para as sementes que morrem,
germinam o pão
José Benedito da Silva (Kalazan)

3º- Lugar

Máscaras
(À artista plástica Rose Souto Maior
e à Dra.Mitsi Virgínia R. do Nascimento)
Corto o meu rosto
não qu'eu esteja cansado de vê-lo, no mesmo espelho
não qu'eu me perturbe com as velhas rugas
não,
o que me incomoda são as máscaras sobrepostas
a formarem inexplicavelmente eu.
Juventino José Galhardo Júnior


Menção Honrosa 

Petrificado 
Fernando Medeiros
Um dia na clausura 
Carmelita Santos Fonseca
Trancas da mente 
Sonia Maria Simão da Silva
Prece do doente mental 
João Ramos
Apenas frases 
Maria Aparecida Martins

Sensual 
José Roberto Ferrari


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