O INVENTÁRIO DO MUNDO

===========================================================================================================================================================Fãs da obra de Bispo do Rosário. Bem vindos para ver coisas que considero legais; uma extensão de mim; meus pensamentos e gostos, simplesmente eu: T.MARIA ; tome como verdade o que lhe convém. =========================================================================================================================================================== Uma voz é ouvida pelo homem negro, pobre, estigmatizado, preso numa cela de manicômio. Ele é Arthur Bispo do Rosário. A voz transforma a sua realidade, dá-lhe o tamanho gigante que tem, ordena que ele mude seus dias até seu encontro com Deus. E Arthur transmuta a miséria em riqueza e cor, em fé e sonho. Este Blog retrata a vida, o processo de loucura e a criação artística de Bispo do Rosário, sergipano que viveu por cinco décadas internado em hospitais psiquiátricos, diagnosticado como esquizofrênico. Seu talento artístico e sua obra surpreendente foram descobertos no início dos anos 80 e ganharam repercussão internacional. O que se tem aqui é a história de um homem que se situa entre o mito e a realidade. Com o Manto da Apresentação Bispo do Rosário queria ser enterrado, para estar vestido com a história de sua vida ao chegar à presença de Deus, no grande dia, no dia em que esse corpo atravessaria a matéria e poderia enfim transcendê-la. Transcender a brutalidade que mora na matéria, na condição de vida-morte imposta à sua matéria. O fato de haver tantas fragilidades em sua memória torna ainda mais importante conhecer da história de Bispo. Seja em museus, cordéis, sites, filmes, livros, músicas e o que mais houver, assim preservar sua memória.

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Um canto dois sertões: Bispo do Rosário e os 90 anos da Colônia Juliano Moreira / Marcelo Campos - 2016



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O livro Um canto, dois sertões: Bispo do Rosário e os 90 anos da Colônia Juliano Moreira, organizado por Marcelo Campos, foi publicado em 2016 e é um desdobramento da exposição homônima realizada no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (MBrac), entre março de 2015 e janeiro de 2016. A obra aprofunda a análise da produção de Arthur Bispo do Rosário (1909-1989), um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira, explorando as duas realidades que marcaram sua vida: a Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, onde residiu por 50 anos, e Japaratuba, sua cidade natal, em Sergipe. 
Contexto e estrutura da obra
Origem: O livro funciona como catálogo e aprofundamento teórico da exposição que celebrou os 90 anos da Colônia Juliano Moreira, instituição que abrigou Bispo do Rosário e que hoje abriga o Museu MBrac.
Curadoria e organização: A organização do livro é de Marcelo Campos, curador e pesquisador, que também assinou a curadoria da exposição.
Significado do título: O título "Um Canto, Dois Sertões" faz referência aos dois ambientes que moldaram a vida e a obra do artista: o sertão de Japaratuba, em Sergipe, e o "sertão" de Jacarepaguá, onde fica a Colônia Juliano Moreira, ambos considerados lugares de marginalidade e isolamento. O "canto" evoca a ideia de um lugar de criação particular, um ponto de convergência de seus trabalhos. 
Conteúdo e enfoque
O livro e a exposição buscam contextualizar a obra de Bispo do Rosário, ultrapassando a visão de um "artista louco" para enxergá-lo como um criador que reelaborava a realidade por meio de seu trabalho. Para isso, a obra aborda: 
Processo criativo: Explora o método de Bispo de reescrever e reconfigurar a realidade a partir de objetos do cotidiano e de materiais encontrados na Colônia, como caixas, tecidos e uniformes dos internos.
Conexões e influências: Traça paralelos entre a obra de Bispo e a de outros artistas contemporâneos, como Joseph Beuys e Hélio Oiticica, destacando seu trabalho com materiais inusitados e sua forma de relacionar arte e vida.
Dois mundos: Apresenta obras inéditas do artista, organizadas de forma a mostrar as influências dos dois "sertões" em seu universo simbólico. A exposição incluía 150 peças, e a publicação permite um aprofundamento nessa análise.
O manto e as raízes: Em especial, o livro discute o famoso Manto da Apresentação, a peça central de sua obra, e sua relação com as raízes sergipanas do artista. A exposição buscou aproximar o manto de roupas folclóricas de Japaratuba, como uma forma de conexão com sua origem.

Autor: Marcelo Campos
Idioma: Português
Editora do livro: Azougue 
Capa do livro: Mole
Data da publicação:1 janeiro 2016
Edição:1ª 
acabamento: Brochura 
Peso do produto: 510 g
Dimensões: 1 x 15 x 21 cm
Quantidade de páginas: 200 páginas
Arte Contemporânea, 
Psicologia.

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